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A importância do Treinamento

    A NR 18 é clara em seu item 18.28.1: “Todos os empregados devem receber treinamentos admissional  e periódico, visando garantir a execução de suas atividades com segurança.
    
     Sugiro que o leitor acompanhe o desenvolvimento de raciocínio que adapta este item à realidade do dia a dia de uma obra e sua importância na preservação da imagem do empregador em caso de acidente.

      O termo “treinado” significa “habituado, acostumado”.  
 
      Logo, treinar um empregado significa habituá-lo ou acostumá-lo a desempenhar determinada tarefa ou ação de forma correta e segura.
 
      Para que este desempenho seja completo, o empregado deve ser informado, entre outras tantas coisas, da forma de ter sua segurança garantida, tarefa destinada a seus superiores ou, no caso de SST, do profissional legalmente habilitado para tal.

      Um programa de treinamento, voltado para as condições e meio ambiente de trabalho, a ser ministrado para empregados da indústria da construção, deve possuir a seguinte estrutura básica, ampliada conforme as características específicas do serviço a ser prestado e, também, das características inerentes à empresa.

•   Informações claras sobre as condições de trabalho;

•   Riscos inerentes à função;

•   Uso adequado dos Equipamentos de Proteção Individual;

•   Informações e adequação aos Equipamentos de Proteção Coletiva;

•   Posição corporal correta que evite danos a sua estrutura física;

•  Uso correto de ferramentas, máquinas e equipamentos necessários ao desenvolvimento de sua tarefa;

•  Atenção com o espaço físico em torno de seu local de trabalho, para que dali não advenha qualquer situação de risco;

•  Princípios básicos para desenvolver com correção e segurança tarefas executadas em equipe.

    Uma característica do trabalhador da construção é a de não gostar muito de ficar sentado ouvindo preleção sobre assuntos que não despertem seu interesse, acrescentando-se que treinamento, para quem imagina dominar sua profissão, não é um assunto interessante.

   Por estes motivos, o profissional, instrutor, que ministrará o treinamento deve dispor, além do conhecimento do temas que está abordando, de meios didáticos e visuais que prendam a atenção do treinado.

   Estes meios devem ser apostilas, cartazes e, principalmente, vídeos.

  Várias entidades já disponibilizam apostilas voltadas para treinamento, abordando funções, riscos, operação de máquinas, entre outros tantos.

  Como se pode notar, não vai encontrar dificuldades físicas e materiais quem for desenvolver treinamento para empregados da construção, pois todos os meios estão disponíveis.

    O primeiro problema estará no empregado querer receber o treinamento e, quando frente a ele, assimilar com boa vontade os conhecimentos repassados.

   O segundo problema será o empregado, depois de treinado, colocar em prática os conhecimentos recebidos.

     Portanto, não basta somente treinar, é importantíssimo que o empregado saiba da importância do treinamento e de seu uso na obra, sem o qual ocorrerá apenas um “treinamento de papel”, para somente cumprir a legislação.

     Aliás, é bom citar que apenas cumprir a legislação não é um fato raro.

    O chamado “treinamento de papel” demonstra um desconhecimento, uma ignorância do empregador, esquecendo ele que um treinamento corretamente ministrado proporcionará maior produtividade, serviços com melhor acabamento e um produto final com maior qualidade, ou seja: não treinar seu empregado significa, por óbvio, ter um produto de qualidade inferior a um custo elevado.

     A NR 18 é clara em seu item 18.28 (Treinamento), devendo o empregador contar apenas com profissional legalmente habilitado que possua conhecimento e material didático para ministrar cursos voltados diretamente para o empregado da construção civil.

   Olhando as fotos anexas cabe uma informação: estes empregados receberam treinamento conforme a estrutura acima citada.

    Quem falhou?????

    A resposta e o que fazer fica a cargo dos leitores.

    Aceitam-se manifestações  a respeito.

Artigo publicado na coluna "Construir com Segurança" escrita pelo Eng. Ussan colunista da revista CIPA.



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